Domingo eu e minha patroa decidimos correr o risco de descer até a beira da praia aqui da cidade ( a saber: local conflagrado que rivaliza com a Faixa de Gaza em emoção e pobreza). Fiquei ali sentadão num bar, tomando uma gelada enquanto minha patroa, a Ciça, trabalhava entrevistando jovens para nosso caderno feito pra jovens ( dã ).
Como todos os domingos, a barra pesou logo que a noite caiu. Por sorte fomos embora antes, e logo depois aconteceu o que sempre acontece na esquina da rua 14 de outubro com João pessoa (em frente ao píer): Briga de gangues adolescentes.
O saldo do domingão em Guaíba: Um tiro na boca de um jovem, no meio de gente que por ali passava. Gritaria, correria, etc, etc.
O incrível é que todos os domingos as cenas de barbárie se repetem. Se não houver uma presença permanente da Brigada Militar no local estaremos condenados a vermos violência explicita se repetir. É impressionante o que acontece nas noites de domingo no Centro da cidade. Quando a madrugada chega, jovens sobem a São José em direção a suas respectivas vilas, a poucos metros do quartel da BM, e chutam todas as portas dos estabelecimentos comerciais. Não há uma só porta da principal rua da cidade que o vandalismo não consegue atingir.
Já passou da hora das autoridades policiais da cidade elaborarem uma estratégia de combate, que deve ser perene e não pontual, antes que se perca totalmente o controle da situação. Se já não perdemos. Por enquanto a delinqüência segue vencendo diante da complacência.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
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