quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tom Cruzes
Tom Cruzes no Brasil. Êta nóis! No último domingo o rapaz almoçou em dois restaurantes em três horas, batendo inapelavelmente meu recorde na cidade maravilhosa.
O máximo que consegui foi percorrer o Bracarense, o Jobi e Diagonal, todos no Leblon, em cinco horas, mas Tom Cruzes teve desempenho melhor, porque almoçou duas vezes, enquanto eu comi apenas uma empadinha de camarão e um bolinho de bacalhau. Para piorar, o líquido que tomei não era água e em vez de hidratar, tonteou, o que me impediu de executar minha proverbial performance.
Tom Cruzes escolheu o Porcão, de Ipanema, para almoçar. Porcão é o paraíso da classe média emergente carioca, onde servem desde vaca até ratão do banhado, no melhor estilo “se mexeu a gente está assando” que nos caracteriza nesta ponta do Brasil. Uma vez acho que vi dois Somalis espetados e assados por lá, para regozijo de uma mesa de empresários gordinhos que comiam às pampas.
Depois de dizimar uma manada de Gnu africano no Porcão, Tom Cruzes rumou ao Fasano, hotel metido à besta localizado na Vieira Souto, já quase no Arpoador. Fico imaginando o que este rapaz comeu depois da pajelança no Porcão. Não tem comida em Los Angeles não? Eles adotaram algum filho africano?
O restaurante deste hotel é tão chique que não me permitiram nem passar na frente quando estive por lá. Mas não posso tirar a razão dos seguranças. Se me deixassem chegar até o distinto recinto, certamente eu pediria um chopps e uma porção de violinha ‘pra dois’.
Estou pensando em aderir a Cientologia, religião esquisitona de Tom Cruzes, pra ver se consigo misturar espeto corrido do Porcão com lagosta ao molho de amora do Fasano, sem vomitar.
Isto é que eu chamo de Larica, meu filho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário